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NO HEMOPE

Paciente vai parar na UTI após ter remédios para doença rara negados

A bióloga Thissiany Wanderley, de 33 anos, diagnosticada com a doença rara de von willebrand, teve os rmedicamentos negados quando foi ao Hemope

Publicado em

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Atualizado às 08h33

Foto: Reprodução/ Facebook

A família de uma mulher de 33 anos, diagnosticada com uma doença rara, denuncia o Hemope após o hemocentro ter se negado a dar os medicamentos que ela precisa para sobreviver. Por conta disso, a mulher foi parar na UTI do Hospital São Marcos.

A bióloga Thissiany Wanderley, de 33 anos, tem a doença de von willebrand no nível oito. O problema é um tipo de hemofilia causado por uma falha no gene ligado a uma proteína importante na coagulação. Não existe cura, mas com o controle através de remédios o paciente terá uma vida normal. Entretanto, esse não é o caso da bióloga.  

O desabafo dela nas redes sociais neste final de semana teve um grande número de compartilhamentos e comentários. A paciente passou a madrugada na UTI do Hospital São Marcos e não tem previsão de alta.

 

Dificuldades

Com quadro hemorrágico, a paciente foi levada a um hospital particular e em seguida para o Hemope. No hemocentro ela foi informada de que não estava cadastrada como portadora da doença de von willebrand e, portanto, ficaria sem os medicamentos. 



O detalhe é que, há menos de uma semana, a bióloga realizou exames no hemocentro que só ficam prontos em julho. Sem o cadastro, Thissiany Wanderley terá muitas dificuldades no tratamento já que os remédios não são comercializados.

A dona de casa Kedma Wanderley, mãe da paciente diz que vai lutar até o fim em defesa de um direito adquirido:

Resposta 

Por meio de nota, o Hemope garantiu que está acompanhado a jovem e garantiu que assim que foi acionado atendeu ao pedido de medicamento da paciente.

Confira a nota completa

A direção do Hemope esclarece que o hemocentro está devidamente abastecido com o fator de coagulação deficiente - utilizado para o tratamento da Doença de Von Willebrand e que é fornecido pelo Ministério da Saúde. Também ressalta que a unidade de saúde privada que está acompanhando a paciente Thissiany Wanderley só fez a solicitação do insumo na noite do último domingo (18.06), pedido que foi prontamente atendido.

O Hemope esclarece ainda que a paciente, que é acompanhada e recebe tratamento em uma unidade privada, já está cadastrada no Sistema do Ministério da Saúde para recebimento do fator de coagulação, contudo, o fornecimento só é feito a partir de uma solicitação médica. No atendimento da paciente no Hemope, na última semana, citado nas mídias sociais, não foi constatada pela equipe do hospital hemorragia na paciente, não havendo, portanto, indicação de internação na unidade, tampouco utilização da medicação.

Ainda assim, a orientação do Hemope é que, caso haja a necessidade clínica de uso do fator coagulante para a paciente, a unidade que atende e a acompanha, deve solicitar ao hemocentro o fator, com a quantidade necessária para o tratamento, no receituário e a medicação será imediatamente liberada.

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